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10 de setembro: Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio

10 de setembro: Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio

O suicídio é uma das maiores causas de morte no mundo, principalmente entre a população jovem, o que o torna um problema de saúde pública. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que cerca de 800 mil pessoas se suicidam por ano em todo o mundo e que o Brasil é o 8º país com a maior taxa de suicídios, sendo que a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio e a cada três segundos uma pessoa atenta contra a própria vida. Para cada suicídio sucedido, há pelo menos 20 tentativas fracassadas.

A Campanha Setembro Amarelo é um movimento mundial incentivado pela Associação Internacional para Prevenção do Suicídio (IASP) que tem como objetivo a prevenção ao suicídio e a defesa da vida. Nela busca-se a sensibilização da sociedade, que pode contribuir para reduzir os trágicos números da mortalidade por suicídio, principalmente devido ao fato de algumas pessoas o considerarem como tabu, terem preconceito ou mesmo por acreditarem que as pessoas que o planejam só estão querendo chamar atenção e não pretendem acabar com suas vidas. A campanha é feita em setembro, mas as ações devem ser contínuas.

O comportamento suicida está associado com a impossibilidade do indivíduo identificar alternativas para a solução de seus conflitos, optando pela morte como resposta de fuga da situação estressante. Alguns fatores contribuem com o risco de suicídio: depressão, envolvimento com drogas, problemas familiares, fatores sociais como o bullying, falta de amigos, insegurança, baixa autoestima, problemas socioeconômicos e aumento das dívidas.

A maioria das pessoas que planejam o suicídio muda seu comportamento ou dá pistas e sinais de aviso antes de praticá-lo: tornam-se depressivas (apresenta uma grande tristeza, desesperança, pessimismo e choram muito); falam muito sobre a morte, suicídio ou que não tem mais razões para viver, além da possibilidade de utilizarem expressões, como: “Não aguento mais”; “Já não importa”; “Eu preferiria estar morto”; “Eu sou um perdedor e um peso para os outros”; “Os outros serão mais felizes sem mim”. Algumas pessoas podem fazer “preparativos para a morte” como: pôr os assuntos em ordem; desfazer-se de objetos ou bens pessoais valiosos; fazer despedidas ou dizer adeus como se não voltasse a ser visto; aumentar o consumo de álcool, droga ou fármacos; afastar-se das pessoas, ter insônia recorrente, falta de apetite, e sentir dificuldades de relacionamento e de integração na família ou nos grupos.

Ao identificar o risco em uma pessoa que está planejando o suicídio, a primeira coisa a fazer para ajudar é saber ouvir. Ouvir com atenção, não só os fatos, mas a dor, medos e ansiedades. Não julgar, nem dar conselhos ou opiniões, reconhecer o sofrimento pelo qual a pessoa está passando, valorizar o que ela diz e demonstrar que está disponível para ajudar. Demonstrar empatia, procurando compreender as coisas não do seu ponto de vista, mas segundo o ponto de vista do outro.

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